Exposições Nacionais e Internacionais

NACIONAIS

Com 564 exposições coletivas e 70 individuais, destacamos algumas delas:

1976 - "I Grande Mostra de Arte" para profissionais e amadores na Sala Almeida Jr. - Galeria Prestes Maia - São Paulo - SP, promovida pelo Lions Clube da Vila Prudente.

1979 - Prêmio Honorífico no "140 Salão de Artes Plásticas de Embú das Artes" - EmbuSP, com a obra "O Homem e a Natureza".

Premiado com o 1º lugar no "Concurso de Pintura ao Vivo", na cidade de Ribeirão Pires. Promoção da Secretaria Municipal de Cultura.

1981 - I Mostra Individual - Centro Cultural de Garanhuns - PE.

1983 - Coletiva na Galeira J. Inácio em Aracajú - SE.

1984 - Individual na Galeria Cultural do Paço das Artes - Seco do Estado da Cultura – São Paulo - SP.

1985 - Mostra Coletiva no Museu de Arte Contemporânea de Americana - SP.

1987 - II Expo Brasil - Portugal, no Pavilhão de Exposição do Parque Anhembi - SP

1988 - Coletiva no Hall do tribunal Superior do Trabalho, Brasília – DF.

- Participou da Mostra "Brasil Arte da Gente", na Casa da Arte Brasileira, em Campinas -SP.

- Coletiva na Galeria Jacques Ardies, São Paulo - SP

- Participou da mostra coletiva"Pulsações", no hall do Superior Tribunal do Trabalho, em Brasília - DF, organizado por Liselote Castiglione, Moorlise Serralvo e Hernán Rojas Calvo.

1991 - Individual na Galeria de Arte do Memorial J.K. - BrasÍlia - DF.

1993 - Coletiva "1ª  Feira Internacional de Esportes do Brasil" promovido por Pelé, Esportes e Marketing e Lemos Brito, Congressos e Feiras - São Paulo - SP (Vencedor do Prêmio Capricho, com a obra Pelé).

1994 - 14ª  Mostra Individual no Hotel Meridian - Rio de Janeiro - RJ.

- Coletiva "Bienal de Arte Naif' - Sesc Piracicaba - SP.

- 15ª  Mostra Individual no lobby do Hilton Hotel, em São Paulo - SP.

1995 - Mostra Individual na Sala José Theodoro, da Secretaria Municipal de Cultura de Londrina - PR

1996 - Coletiva "São João Brasil"- SESC - Pompéia - SP

- Bienal "Naifs do Brasil", no SESC de Piracicaba - SP.

1997 - Mostra Individual na UMC - Universidade de Mogi das Cruzes - SP.

1998 - Coletiva "Vera Cruz, um Sonho Paulista"- Um Resgate da Memória do Cinema Brasileiro

- MUBE (Museu Brasileiro de Escultura) São paulo - SP.

1999 - Projeto "Brasil 500 anos, uma janela para o futuro" - Bank Boston, MASP - SP

2001 - Coletiva" Bienal do Alto Tietê" - Memorial do Alto Tietê - Suzano - SP, da qual foi fundador.

- Cartões e calendários Vox - Obra "Colheita" de "Café e Pantanal". Embú das Artes - SP

2002 - Coletiva "Amigos da Arte" - Mogi Shopping - Mogi das Cruzes - SP

- Coletiva "Estilos e Formas" - Espaço Cultural D'avó Hiper Mogi - Mogi das Cruzes  - SP

- Mostra Individual "Brasil espontâneo" no Museu do Homem do Nordeste, na Fundação Joaquim Nabuco, em Recife - PE, com o apoio do Ministério da Educação.

2003 - Organiza, ao lado de Cida Ruiz a Mostra seletiva da 2ª  Bienal do Alto Tietê, no estacionamento do D'avó Hiper Mogi, Mogi das Cruzes

- SP, com o apoio dos críticos de Arte: Mário Garcia Guillén e Oscar D'ambrósio, membros da International Association off Arts.

2004 - Organiza com de Cida Ruiz a "2ª  Bienal do Alto Tietê", no prédio das Secretaria Municipal de Cultura, em Mogi das Cruzes - SP

2005 - Pintou o mural "Princípios da Vida" , no Centro de Negócios de São Paulo (CENESP) do Grupo Lemos Britto, Congresso e Feiras e Multimídia, na rua 13 de Maio, 717 - Bela Vista - São Paulo - SP.

2006 - Mostra Individual no Bardo Batata, na Rua Bela Cintra, 1533, onde executou um painel de 9 x 2,60m.

2007 - Administra, em conjunto com o grupo gestor de Política Pública do Alto Tietê, a 3ª  Bienal de Arte do Alto Tietê, no Pavilhão da Praça de Eventos de Poá - SP.

2008 - Mostra Coletiva no Centro Universitário de Belas Artes - SP

- Lançamento do Livro "De Mala e Cuia" - Escola Paulista de Belas Artes - São Paulo

2009 - Mostra Copletiva - Hospital A. C. Carvalho - SP

- Painel comemorativo de 145 anos do distrito de Taiaçupeba (1,5 x 2 m) Mogi das Cruzes -SP

- Mostra Coletiva - Hospital A. C. Carvalho - SP

2010 - Festival de Inverno (Taiaçupeba) - Apresentação de painel (10 x 3 m), tendo como tema a cidade de Mogi das Cruzes.

- Prêmio Award Sunday News 21 years

INTERNACIONAIS

1986 - Mostra Internacional Brasil - Holanda - no World Trade Center de Amsterdam - Holanda.

1987 - Prêmio "Paleta de Ouro Internacional de Rabbat"

Mostra Internacional BrasilMarrocos - África do Norte.

1987 - Museu Nacional de Arqueologia de La Paz - Bolívia

- Medalha de Prata no Prêmio Internacional de Artes Plásticas Brasil - Marrocos

- First Art Exposition Brazil - Holland, World Trade Center Amsterdam

1989 - Coletiva - " 3 Artistas" - Galeria Luttéce - São Paulo - SP

1990 - Coletiva no Hotel Odins, em Vina del Mar - Chile

1991- 9ª  Mostra Individual na Casa de Cultura de Herédia, Costa Rica.

1992 - Individual - Sala Brasil da Embaixada Brasileira - San José - Costa Rica.

1994 - Convidado a participar do projeto "Father of days, father of night" de Isabel Bing, baseado em letras de músicas Bob Dylan (projeto autorizado)

1995 - Coletiva no Casino Aracay - Ciudad del Este - Paraguai

1997 - Coletiva "Brazilian Art in Washington". Galerie Brésil e Galpão das Artes - Washington - U.S.A.

1997 - Coletiva de Arte Brasileira em Berlim, na Gendarmenmark.

2000 - Individual em Barcelona, Espanha e coletiva em Lisboa - Portugal.

2000 - Expõe, ao lado do artista matogossense Sebastião Mendes, na Capela antiga de Malgrat de Mar, em Barcelona, com o apoio do Ministério da Cultura do Brasil.

2009 - Projeto cultural nas oficinas da Flórida International University, em Lauderhill - FL, U.S.A

Bibliografia

Panorama de Arte Contemporânea Brasileira de Narciso Martins - 1987.

Aspectos da Pintura Moderna no Brasil, de Narciso Martins - 1988.

Anuário das Artes Plásticas, Júlio Louzada, vol. 3,4,5, 6, 7 e 8 - 1989 à 2000

Catálogo Individual - 1988 - 1989 - 1993 - 1998 - 2000.

Depoimentos e Homenagens

09.05.2011.

Em 40 anos de asrte
Nerival, é um vencedor.
Conhecido em toda parte
Por seu devido valor
Em suas telas, a beleza.
Nos traços, só perfeição.
Nerival, e a Natureza
- Sempre em perfeita união.
A carreira deste artista
Digna de todos os louvores.
Minucioso, detalhista:
- Rica telas, são primores
Elza Meirelles Chola – 22/08/2009

Brasil Rural
Eis que saio e vejo ao contemplar
No horizonte o sol, um novo dia
No céu, nuvens manchadas de aurora
A natureza rege uma sinfonia
De aves a cantar espaço a fora

Uma casa uma chaminé, fumaça
Uma mulher na porta, de avental
Na estrada, um carro de bois que passa
Vem do engenho pro carnaval

Galinhas e pintos ciscam no terreiro
Um galo canta saudando o amanhecer
Frutas maduras enfeitam o cajueiro
Que uma menina acaba de colher

Roupas simples e multicoloridas
Tremulam alegres, presas no varal
Araras azuis namoram distraídas
Pousadas na velha cerca do curral

Em frente à casa, um ipê florido
Um menino brinca com o seu cão
Um machado, um toco, um tronco caído
Serve de ponte sobre o ribeirão

De enxada ao ombro subindo a serra
Homens e mulheres vão pro cafezal
Com arado e boi lavrando a terra
Segue o caboclo sua rotina matinal

Na montanha, segue o vaqueiro
Três vacas um touro, e sua boiada
Longe de casa, passa o dia inteiro
Chega a noite, sai de madrugada

Do trem eu vejo, olhando da janela
Este quadro, do Brasil rural
Sem meditar busco na tela
A assinatura do amigo Nerival.
João Medeiros Filho – Poeta e Compositor

Brasil – A arte é simples, simples expressão primitiva, como a natureza pura e selvagem
Se prova como herói quem acredita na força da arte brasileira, pois ela tem de transgredir para viver, se pedisse licença já era extinta. Resiste como um novo artista que luta para sobreviver, e ainda carrega sua arte aprumada feito espada.
O artista se torna guerreiro para manter a cultura viva e presente, dando identidade a um povo.
A arte renasce todos os dias num grito abafado de dor quando os sentimentos são aprisionados e então amadurecem, libertando-se qual um canto choroso do escravo de outrora. Ou como uma imagem da lembrança de um tempo em que podia pisar na terra.
Roda peão em chão de terra batida
Descansa velho peão
Brinca menino pobre
Dança, canta, encanta
Que terás teu espaço aqui
Tudo é luta pra beber da água quase seca
Tudo que é belo terá sua vitória, mesmo que dentro de um só coração

Pinta artista brasileiro
Grita tua dor
Revela tua memória
Conquista teu espaço na arte
Guerreia contra preconceitos, como teus antepassados, lembrando-os em tuas obras
Leva adiante tuas tradições
Vença Nerival
Daqui, de tua terra
Para o mundo todo.
Amanda Beraldo – Artista e Pesquisadora da Cultura Popular Brasileira

A alma brasileira
Pernambuco é uma terra de arte e de artistas. Basta lembrar da dramaturgia de Ariano Suassuna, dos desenhos de Gil Vicente e das gravuras de Gilsvam Samico, entre muitos outros.
O artista plástico Nerival Rodrigues se insere justamente nessa tradição de recuperação da cultura popular pernambucana e nordestina nascido em Garanhuns/PE, em 1952, ele trabalhou na lavoura e, no início dos anos 1960, migrou para São Paulo, viajou muito e se radicou em Mogi das Cruzes, interior paulista, enquanto suas telas eram adquiridas por colecionadores da Alemanha, Costa Rica, Japão, Israel, Portugal, Finlândia, Estados Unidos, Espanha entre outros...
Nesta exposição que marca o retorno de Nerival a Pernambuco, ele apresenta telas que evocam imagens e experiências de sua infância, incluindo cenas de colheitas e recordações de danças populares. É nessas memórias que o artista encontra as suas raízes, retoma herança e constrói a sua identidade.
Ex-retirante e pedreiro, Nerival foi contínuo operador de máquinas em Suzano estado de São Paulo. Suas telas, porém, não retratam a tristeza do existir. As cores vivas e a exaltação da natureza mostram um Brasil vibrante pleno de pessoas humildes e repleto de sensibilidade.
É assim que Nerival Rodrigues retorna a Pernambuco. Com um talento oriundo da mescla entre a observação e o autodidatismo ele deslumbra pela capacidade de mostrar em sua criativa retomada da arte popular, a alma brasileira com renovada intensidade.
Oscar D’ambrósio – jornalista, integra Associação de Críticos de Arte – A.B.C.A, autor do livro Os pinceis de Deus, vida de obra de Waldomiro de Deus, pela editora Unesp

Teu mundo
Em teu mundo, as manhãs são tão nítidas em cores, suas tardes tão vivas e tão ternas as tuas noites.
São tão lindas tuas flores, teus bichos, teus amores. E dentro destes sonhos que são as tuas obras, viajo profundamente e me encontro na alegria do seu mundo.
Por um momento, meus pensamentos me fazem ir por dentro destas matas, subir as montanhas altas de verde triste e alegre ao mesmo tempo.
A vida destes humanos que tão fiel retratas, é mais feliz que a vida de minha alma. Sem cansar-me de andar entre suas plantações, posso até descansar sob a sombra de tuas árvores, ouvindo os animais entoarem lindas canções.
Tu és tão rico na natureza de tuas pinturas, e não há pobreza em teus traços. És a tradução em tinta, da voz de Deus em teu coração.
Com é bom estar aqui neste mundo, onde tudo é paz, amor e compaixão!
Tua vida, tuas mãos, tua alma, tua paixão, teu coração, nas cores usadas com a longitude de tua visão!
Com tuas mãos todos os sentimentos estão retratados em obras de uma magnificência sem igual.
Gisele Mariana Rosa

A arte de Nerival Rodrigues com todo o seu requinte primitivista arremete-nos a quintessência do universalismo da criação.
A miscigenação das cores  por ele elaborada com maestria singular, transfere para suas telas toda magia, potencialidade e inspiração, somados ao seu talento pessoal.
Disse Tolstói: “Se queres ser universal, comeces por pintar a tua aldeia” e o amigo Nerival sabe bem como pintar o folclore e a história desta grande aldeia chamada Brasil.
Cid Freitas, escritor, contista e poeta

Espero que teus olhos possam ver, tanto quanto os olhos da minha alma viram as belezas do sertão nesse conto que te conto
Maria do Socorro Clemente Barca – 20/01/2001

A pintura de Nerival em trovas
Nerival; Mãe Natureza é grata ao teu coração:
- por mostrares sua beleza com firmeza de tua mão

As cenas do retirante que persegue seu destino
É a família viajante composta de nordestinos

Nosso caboclo trigueiro cantador lá do sertão
quase sempre é bom violeiro canta modas de paixão

Tem as Festas do Divino que gosta de expor em telas
São Benedito e o Menino em procissões muito belas

Tem plantações de café até sumirem no horizonte
Mulheres, colhem no pé um a um, formando um monte

Índios, árvores, florestas, águas, pedras, João de barro
Tucano, arara, que festa! É um prazer ver o que eu narro

Engenho, carro de boi, gente andando no caminho
E o menino também foi seguido de seu cachorrinho

Tem onças, jegue e burrinhos ela é perigo – eles não
Quanto peso, os pobrezinhos carregam para o patrão

Na colheita do algodão mulheres trabalhadeiras
Vão cumprindo a sua missão camponesas brasileiras

A casa do sertanejo é pobre, mal construída
Mas, as crianças que eu vejo brincam sem medo da vida

Desde o pão, até a morada o sertanejo agradece
Pela terra abençoada que alimenta, abriga e aquece

Mãe Natureza está viva a cada quadro é um legado
Chamam de Arte Primitiva seu talento consagrado

E a Natureza agradece a Nerival, que, gentil
Leva às telas como em prece as belezas do Brasil

Homenagem ao pintor Nerival Rodrigues pela poetisa e escritora Elza Meirelles Chola, ao contemplar sua revista  “A pintura de Nerival Rodrigues” Em 31/10/2000
Com muita festa e rojão são sempre comemorados:
Antonio, Pedro e João os três santos venerados!

O pintor do sentimento
coloca as cenas em harmonia
pincelando as telas o momento
em cores vivas a alegria

O pintor do sentimento
retrata cenários marcantes
um talento em movimento
com um dinamismo vibrante

O pintor do sentimento
faz colorir a vida enfim
consegue passar no tempo
o dom eterno, na luz, sem fim.
Célia Rangel
Veet Bhagya 17/08/2002

Nerivah és bello, observer estas pinturas, toyas, las cuales fueram crecidas por ti, ojala vuelvas á C. Rica seria in placer que expongas tus pinturas.
Y seria un gran placer de mi parte poder verle aqui em Heredia outra vez
Eres una persona muy especial e carinosa.
Te estimo
Mayela Elizondre
Gracias por invitarme a conocer tu paiz

Criado no interior o país, na vida rural, Nerival prova que o primitivismo de nosso país se faz na busca constante, na pesquisa consciente do ambiente telúrico do sertão, da magia do Pantanal, das belezas naturais da paisagem brasileira e assim por diante.
Nordestino de origem, soube captar os elementos naturais em suas viagens ao Sul e fixando-se em Mogi das Cruzes
Crítica de Luiz Ernesto Cawal

O pintor do sentimento

Falando de Nerival
Nerival, falar de você é como observar o orvalho e as flores com jeito de filósofo. Você me encanta com os seus desenhos e cores. É doce e ao mesmo tempo encantador ver o mundo  distante que pinta, tão perto.
Seus quadros são alegres saudosistas e detalhistas, essência criativa de uma alma nordestina que nasceu com a tendência natural de usar os pincéis na tela, feito bailarino no salão.
Você é um pintor de doces lembranças sertanistas que a mim faz melancólica por sentir saudade das minhas raízes, do doce Torrão Pernambucano.
Tão admirável é a sua composição rica em claridade selvagem, colorido de branco, azul, encarnado, amarelo, preto e verde, embraseado de sol. Sol que adoça as entranhas e seca a terra.
Nerival, Deus te ama e com certeza acha graça em sua pessoa. Dando-lhe a incumbência de recriar um sertão verdejante, com muitos caminhos sinuosos, de pedrinhas brancas, negras e vermelhas... com gente disposta aqui e ali. Tua luz própria vem de Deus.
O mundo não é bastante tolerável para um ser pensante, mas, o que é para aquele que o cria.
Maria Socorro Clemente Barca